Resumo do episódio
Conheça o feed do Missão Saber O Missão Saber desta semana recebe Luiz Henrique Matos para discutir as biografias dos homens por trás das grandes empresas de IA. Livros do episódio: .The Infinity Machine — Sebastian Mallaby .The Optimist — Keach Hagey .Elon Musk — Walter Isaacson .Os Inovadores — Walter Isaacson .The Scaling Curve — Claude St. John .A Máquina Que Pensa — Stephen Witt
Conheça o feed do Missão Saber O Missão Saber desta semana recebe Luiz Henrique Matos para discutir as biografias dos homens por trás das grandes empresas de IA. Livros do episódio: .The Infinity Machine — Sebastian Mallaby .The Optimist — Keach Hagey .Elon Musk — Walter Isaacson .Os Inovadores — Walter Isaacson .The Scaling Curve — Claude St. John .A Máquina Que Pensa — Stephen Witt
Episódios
Quem são os homens que decidem o futuro da IA l Com Luiz Henrique Matos
OuvidoConheça o feed do Missão Saber O Missão Saber desta semana recebe Luiz Henrique Matos para discutir as biografias dos homens por trás das grandes empresas de IA. Livros do episódio: .The Infinity Machine — Sebastian Mallaby .The Optimist — Keach Hagey .Elon Musk — Walter Isaacson .Os Inovadores — Walter Isaacson .The Scaling Curve — Claude St. John .A Máquina Que Pensa — Stephen Witt
Meta Glasses; ‘Bug do Milênio'; dedurando a IA; você dorme, o Chat trabalha; Brasil vence EUA em IA
OuvidoA Meta fez o que Apple, Google e Snap até tentaram, mas não conseguiram: criar óculos inteligentes que as pessoas queiram usar sem parecerem estranhas. A irritação com o acessório não é de seus donos, mas de quem está na presença de quem usa o aparelho: ser filmado sem aviso. No novo episódio de Deu Tilt, o podcast do UOL para humanos por trás das máquinas, Helton Simões Gomes e Diogo Cortiz contam como a Meta encontrou a fórmula do sucesso para criar óculos conectados atrativos onde outras empresas fracassaram. Os Meta Glasses viraram uma nova categoria de produto, perseguida por rivais e com direito a falsificações, do tipo ‘Meta Glasses da Shopee’. Mas o dispositivo carrega os anos de violações à privacidade de sua criadora, também dona do Facebook e Instagram. Isso tem rendido críticas a personalidades que o promovem, como Kylie Jenner e Bruna Marquezine, além de um indigesto apelido. Pavor da internet na virada para os anos 2000, o ‘Bug do Milênio’ ameaçou transportar o mundo conectado para uma…
Supercomputadores de IA; o caso Discord; Pix contra golpes; Unico x Serasa
OuvidoOs caças suecos Gripen viraram modelo para os novos supercomputadores de inteligência artificial que o Brasil está prestes a comprar. Anunciados na semana passada pelo presidente Lula, as máquinas serão compradas e utilizadas de formas diferentes. No novo episódio de Deu Tilt, o podcast do UOL para humanos por trás das máquinas, Diogo Cortiz e Helton Simões Gomes explicam como a visão do governo Lula mudou após viagem à China para a Waic (Conferência Mundial de IA), como é o computador chinês que está na mira e como vai funcionar o compartilhamento de tecnologia e a formação de especialistas em IA da próxima geração.O método de pagamento mais amado pelo brasileiro acaba de ganhar atualizações para reduzir a epidemia de golpes digitais no país. Helton Simões Gomes conta como as alterações visíveis para Pix (mais prazo para contestar envios, por exemplo) e as invisíveis (bancos agora “rastreiam” por quais contas dinheiro envolvido em golpes passou) miram as modalidades de estelionato mais sofisticadas, como o…
Rafael Nasser, CEO da WPP Production Brasil: como IA está revolucionando filmes e o entretenimento
OuvidoComo é a nova rotina da maior produtora de conteúdo do mundo com o uso intensivo de inteligência artificial? No novo episódio de Deu Tilt, o podcast do UOL para humanos por trás das máquinas, Helton Simões Gomes e Diogo Cortiz recebem Rafael Nasser, CEO da WPP Production Brasil. O executivo fala sobre os maiores erros das produtoras ao aderir à IA (não dá para usar assinatura do ChatGPT de R$ 100, é preciso mudar o fluxo de trabalho e deixar de pagar atores é impensável). Explica as maiores possibilidades (adaptação de campanha em tempo real, mudança de estrutura, novos papéis profissionais). Conta curiosidade como quando criaram 50 mil variações de hambúrguer em uma semana. Dá esperanças a quem está se sentindo perdido com o avanço da IA ("Olha para o seu trabalho hoje e Pensa nas suas dores: eu tenho certeza que tem uma ferramenta de IA para elas”). E crava: "com IA, dá pra fazer coisas 80% mais rápido e 50% mais barato". Como? Ele conta em Deu Tilt. O executivo conta como vídeos feitos para Oracle, LG…
IA do Google para robôs; China tem um problema; Kimi K3; A IA do Itaú; Golpes no Brasil
OuvidoO Google quer dar mais autonomia aos robôs com o Gemini Robotics 2. No novo episódio de Deu Tilt, o podcast do UOL para humanos por trás das máquinas, Helton Simões Gomes e Diogo Cortiz explicam como a IA pode tornar os robôs mais ágeis, capazes de cooperar entre si e lidar com situações fora da programação. O episódio também passa pela WAIC (Conferência Mundial de Inteligência Artificial), realizada na China. Diogo Cortiz esteve no evento e conta o que viu e descobriu sobre a corrida chinesa pela inteligência artificial. Entre os destaques está o Kimi K3, da chinesa Moonshot AI, que chamou a atenção de Xi Jinping e Donald Trump. O podcast explica por que o novo modelo está despertando tanta preocupação. Os apresentadores também analisam a IA do Itaú, recém-chegada ao aplicativo do banco: o que é a IAI, como a tecnologia será usada e quando estará disponível para todos os clientes. E, enquanto a tecnologia avança, os golpes digitais também crescem. Eles já são o maior crime patrimonial do Brasil. Deu Tilt…
Brasil sem IA chinesa; Fim do ‘Alô, é golpe’; Robô CLT; ‘Open to work do Apocalipse’; A voz do Chat
OuvidoDois modelos de IA da OpenAI são associados para fazer um teste de cibersegurança. Seria uma avaliação de rotina, mas virou o incidente de segurança cibernética do ano, porque a dupla escapou do ambiente seguro de análise, acessou a internet, invadiu uma biblioteca digital e roubou de lá as respostas para passar na prova. Alvo do ataque, a Hugging Face até tentou, mas as IAs dos Estados Unidos acionadas não ajudaram. Foi a chinesa GLM 5.2, da Z.ai, que solucionou o caso. A situação simbólica da adoção de IA vinda da China por startups nos EUA ganha ainda mais cores quando fica evidente que a Casa Branca começou a se movimentar para achar um jeito de proibir a IA da China dentro dos EUA. Mas os impactos da decisão não ficarão restritos ao território norte-americano. No novo episódio de Deu Tilt, o podcast do UOL para humanos por trás das máquinas, Helton Simões Gomes recebe Gabriel Francisco Ribeiro, editor da coluna IAgora?, para explicar como o veto de Donald Trump a Qwen, DeepSeek, GLM, Kimi e outros…
Miguel Nicolelis: IA sem consciência devora humanos; China adota o que o Brasil esnoba; Elon Musk
OuvidoExecutivos de grandes empresas de tecnologia recorrem a características humanas associadas à cognição humana todas as vezes que precisam descrever os superpoderes de novos serviços de inteligência artificial. Para o neurocientista brasileiro Miguel Nicolelis, a IA não tem nada de consciente ou inteligente e o que está em jogo é outra coisa. Em entrevista ao Deu Tilt, podcast do UOL para humanos por trás das máquinas, o cientista explica o que a ciência entende por consciência e inteligência e diz que atribuir valores humanos a robôs inanimados é estratégia para instigar o medo nas pessoas e ampliar a valorização das empresas.No episódio, ele também critica o modelo de treinamento da IA generativa, discute os impactos da tecnologia na sociedade, analisa o avanço das interfaces cérebro-máquina com destaque para os investimentos da China e comenta os desafios enfrentados pela Neuralink, de Elon Musk.
Os pokémons por trás dos drones de guerra; Instagram TV; Claude Skill; Alexa+ x ChatGPT
OuvidoNo novo episódio de Deu Tilt, o podcast do UOL para humanos por trás das máquinas, Helton Simões Gomes e Diogo Cortiz explicam como as cerca de 30 bilhões de imagens cedidas por jogadores de Pokémon Go foram usadas pela Niantic Spatial para desenvolver uma tecnologia capaz de criar um mapa 3D do mundo. O episódio também mostra como a Meta retoma os planos de levar conteúdos para a televisão com o Instagram TV, explica o que são as Skills do Claude e ensina a lógica por trás da criação de uma Skill capaz de ajudar na produção de posts com potencial de viralizar no Instagram. E tem duelo de gigantes da inteligência artificial: a nova Alexa+ foi colocada frente a frente com o ChatGPT. A assistente da Amazon, repaginada para a era da IA generativa, consegue superar o chatbot da OpenAI? Helton e Diogo testaram os dois para descobrir.
Brasil 1 x 0 celular roubado; iPhone caro? Foi a IA; ‘Caçador de sinal pirata’; Tesla bate em casa
OuvidoA parcela de brasileiros com medo de ter o celular roubado é muito próxima daquela apavorada com a possibilidade de ser morta em um assalto, indica pesquisa do Fórum Brasileiro de Segurança Pública e Datafolha. Não há nada de hipotético nessa preocupação, já que 8,3% da população, ou seja, cerca de 14 milhões, relataram ter tido o smartphone roubado ou furtado. Os números indicam cenário ainda mais desolador: a cada cinco celulares vendidos no Brasil, outros dois são surrupiados no país. No novo episódio de Deu Tilt, o podcast do UOL para humanos por trás das máquinas, Helton Simões Gomes e Diogo Cortiz contam como a epidemia de roubo de smartphones virou problema de segurança pública, e o governo federal repaginou um programa para tentar contê-la. A estratégia, criada no Piauí e adotada em estados como Amazonas e Bahia, é forçar compradores a devolverem os celulares roubados, que perderão suas funções aos poucos. Pix, Gov.br, acesso a redes sociais. Paulatinamente, o aparelho vai virando um tijolo. Deu Tilt…
25 anos diante da tela; Arrependidos do Tokkenmaxxing; O império de Karen Hao; Quero ser Elon Musk
OuvidoMuita gente não sabe o que fez no celular na semana passada. Mas o aparelho não esconde: você provavelmente ficou mais de 9 horas com a cara grudada na tela dele. Essa, ao menos, é a média que o brasileiro gasta diante da telinha do smartphone, segundo levantamento da Bain & Co. Esse tempo monumental dedicado ao dispositivo, no entanto, tem consequências. No novo episódio de Deu Tilt, o podcast do UOL para os humanos por trás das máquinas, Helton Simões Gomes e Diogo Cortiz contam quantos anos você passará diante de telas se não fizer nada para frear essa dependência. Explicam por que você cai nas garras dessa relação de amor e mais amor com o smartphone. E contam que há saída: configurações simples são o começo para passar menos tempo diante dele. Mas você precisa dar o primeiro passo. Durou pouco e não deixou saudade. A corrida do Vale do Silício para mostrar estar antenado levou empresas a incentivar seus funcionários a gastar o que podiam —e não podiam— com ferramentas de inteligência artificial.…
UOL e OpenAI; Delay da CazéTV; Fable 5; o maior roubo de dados biométricos do Brasil
OuvidoO ChatGPT vai ler meus emails? OpenAI vai usar comentários dos leitores de Folha e UOL para alimentar sua inteligência artificial? A opinião de colunistas do portal e do jornal vai orientar o que o chat fala? É o fim do jornalismo? No novo episódio de Deu Tilt, o podcast do UOL para os humanos por trás das máquinas, Helton Simões Gomes e Diogo Cortiz recebem Murilo Garavello, diretor de conteúdo do UOL. Ele participa do quadro Help Desk para responder tudo o que os leitores andam perguntando sobre a parceria entre UOL e Folha, de um lado, e a OpenAI, de outro. Este é o primeiro acordo do Brasil de licenciamento de conteúdos jornalísticos para uma empresa de inteligência artificial. Como há poucos arranjos do tipo no mundo, pairam dúvidas a respeito do que está em jogo, como o que representa para o jornalismo, para empresas de comunicação, para laboratórios de IA e para o acesso à informação. Mas também há quem questione como fica a soberania digital e se há algo em vista com companhias chinesas. O delay na…
Por que seu GPS está perdido?; Anthropic pede para IA parar; IPO de SpaceX e OpenAI é fim da bolha?
OuvidoVocê não está errado ao reclamar do GPS. Usado por diversos meios de transporte, o principal sistema de localização do mundo tem falhado recorrentemente. O que você talvez não saiba é que as falhas são recorrentes no leste da Europa e na Ásia Central. Neste novo episódio de Deu Tilt, o programa do UOL para humanos por trás das máquinas, Diogo Cortiz e Helton Simões Gomes explicam como o GPS virou uma das vítimas preferencias em guerras pelo mundo afora como forma de desorientar armas guiadas por satélites, navios e aviões de tropas inimigas e o planejamento estratégico de forças militares rivais. Quem paga o pato, no entanto, são os habitantes dessas regiões e trabalhadores que dependem intensamente de serviços como Waze e Google Maps. É o caso de entregadores de apps de delivery e motoristas de serviços de transporte. Mas não se engane: ataques ao GPS complicam a vida de pilotos de avião e capitães de navio. Essa realidade está longe de acontecer no Brasil, mas, como há muitas reclamações sobre divergências…
O match entre Pix e big techs; agentes de IA no WhatsApp; a nova IA do iPhone; golpe do falso amor
OuvidoO último integrante da família Pix completa um ano de aniversário no momento em que o governo dos Estados Unidos usa o meio de pagamento mais amado do Brasil para justificar tarifas adicionais a produtos brasileiros. Não é, porém, algo trivial: essa nova modalidade do Pix abre a oportunidade para as big techs americanas atingirem um público superior a mais de 60 milhões de pessoas. Neste novo episódio de Deu Tilt, o podcast do UOL para os humanos por trás das máquinas, Helton Simões Gomes e Diogo Cortiz explicam como o Pix Automático promove uma segunda onda de democratização. A primeira, conduzida pelo surgimento do Pix, promoveu a maior onda de inclusão já vista no sistema bancário e financeiro brasileiros. Hoje, 170 milhões de brasileiros usam o meio de pagamento —ou seja, 95% da população adulta. A segunda, ainda em curso, fará os 60 milhões de cidadãos sem cartão de crédito terem a possibilidade de contratar serviços que historicamente dependem desse meio de pagamento, dominado pelas norte-americanas…
Sim, a IA te deixa burro; internet e crime organizado; um mundo só de IA
OuvidoA inteligência artificial está corroendo a capacidade cognitiva de seus usuários. E isso é um jeito menos educado de dizer que, sim, a IA está deixando você mais burro. Neste novo episódio de Deu Tilt, o podcast do UOL para os humanos por trás das máquinas, Diogo Cortiz e Helton Simões Gomes contam como já há estudos provando por A+B como e em que medida o uso da IA é prejudicial ao aprendizado, à formação de memória e à criatividade. Nem o tão incensado ganho de produtividade e eficiência atribuído à IA está a salvo. Outra pesquisa, dessa vez feita pela Anthropic, dona do Claude, mostra como funcionários recorrendo a ferramentas de IA até conseguem entregar suas tarefas, mas muitos deles não sabem explicar o que fizeram nem replicar os processos que os levaram ao resultado. É o “paradoxo da performance”, como explica Diogo Cortiz. Mas aí vai um alívio aos preocupados: dá para usar IA e não ficar menos inteligente. E Deu Tilt explica como. O Brasil não sabe de fato quantas pessoas se conectam à internet…
IA comunista; Claude Design; a nova conta de celular da China; quem grita gol antes?
OuvidoO novo episódio de Deu Tilt traz um panorama de como a tecnologia está impactando a nossa rotina, do mercado de trabalho à conta do celular. Helton Simões Gomes e Diogo Cortiz repercutem o estudo da Anthropic que aponta matemática, computação, mídia e artes como as áreas mais propensas a ter atividades substituídas por IA. Depois do impacto do Claude Code entre programadores, a empresa agora mira os designers com o Claude Design. Diogo, inclusive, já testou a ferramenta para remodelar seu próprio site e conta o que achou, quanto gastou e o futuro da profissão. Enquanto isso, as três maiores teles do mundo, na China, dão um passo que pode ditar o futuro da internet móvel: elas passaram a incluir os gastos com tokens de inteligência artificial direto na conta do celular, desafiando as grandes provedoras de nuvem. E como a Copa do Mundo chegou, a dupla também abre a temporada de combate ao delay. Eles explicam por que você ouve o vizinho gritar gol antes e trazem um ranking definitivo entre rádio, TV aberta e…
IA, fé e anticristo; Detector brasileiro de deepfake; Parando de trabalhar de graça para big tech
OuvidoO mundo da tecnologia tem forçado um casamento entre religião e inteligência artificial. E as manifestações dessa estranha e improvável união são observadas dos Estados Unidos à China, passando por Alemanha e Coreia do Sul. E, neste novo episódio de Deu Tilt, o podcast do UOL para os humanos por trás das máquinas, Diogo Cortiz e Helton Simões Gomes contam que até nesse assunto há uma diferença geopolítica, pois, enquanto empresas dos EUA querem convencer religiosos de que chatbots de IA possuem profundidade e consciência para serem reconhecidos como filhos de Deus, na China, pesquisadores já transformam robôs inteligentes em servos a serviço de rituais sagrados. Por um lado, a Anthropic reúne padres e estudiosos em religião para entender como o Claude deve lidar com a noção da finitude de sua existência. Por outro, Peter Thiel, da Palanthir, vai a Roma pregar sobre o Anticristo da IA, o que irritou boa parte da cúpula da Igreja Católica. Grandes empresas de tecnologia são capazes de criar serviços de…
ChatGPT não vai acertar o campeão da Copa; 7 dicas para evitar golpes; Token maxing; Doubao e Kimi
OuvidoA Copa do Mundo está para começar. E, antes mesmo de a bola rolar, começa a temporada dos bolões. Muita gente vai usar chatbots de inteligência artificial para acertar os resultados das partidas, mas isso está longe de ser a melhor estratégia. No novo episódio de Deu Tilt, o podcast do UOL para humanos por trás das máquinas, Diogo Cortiz e Helton Simões Gomes contam por que o ChatGPT não fará você ganhar o bolão da Copa do Mundo. E o alerta não se restringe à IA da OpenAI, mas vale para Gemini (Google), Grok (xAI), Claude (Anthropic) e para a infinidade de ferramentas alimentadas por LLMs (grandes modelos de linguagem). Bons em lidar com textos, esses serviços até darão palpites e, no máximo, podem convencer pela narrativa. Mas eles carecem da habilidade de analisar dados que realmente fazem diferença em uma partida de futebol e de simular o confronto entre times com base nessas métricas. Há, porém, uma improvável IA que faz isso. É a da EA Sports, desenvolvedora de games esportivos, como o FC 26. A pena…
O segredo da Dona Maria; Gemini e ChatGPT no desktop; Help Desk do Deu Tilt: tudo sobre a Lua
OuvidoA modelo espanhola Aitana nunca existiu. Will Smith baiano é só uma criação do influenciador Naio Barreto. E a Dona Maria é só uma personagem sintética criada por alguém crítico ao governo Lula. Mas todos eles possuem algo em comum. Neste episódio de Deu Tilt, o podcast do UOL para humanos por trás das máquinas, Diogo Cortiz e Helton Simões Gomes contam os vários segredos por trás dos seres digitais criados com inteligência artificial. A começar por como são feitos: basta uma combinação de prompts no ChatGPT, Gemini e Wan, esperar alguns minutos e, pronto, qualquer pessoa pode assumir outra identidade ou virar um ser virtual inteiramente novo. A sutileza, no entanto, mora nas ferramentas usadas. Enquanto os chatbots de OpenAI e Google apenas ajudam na criação dos ingredientes da receita, a diferença mesmo está na IA da chinesa Alibaba. E ela não está sozinha. A gigante do comércio eletrônico é apenas uma das empresas de tecnologia da China a ter uma competente IA geradora de imagens sintéticas. Conta para…
Você não está atrasado (ainda): aprendendo IA generativa; ChatGPT na Alexa; você dançando com IA
OuvidoQuem lê a profusão de notícias sobre o avanço da inteligência artificial generativa pode achar que ficou para atrás. Mas não é bem assim. Ainda que brasileiros tenham adotado a tecnologia, apenas 32% das pessoas por aqui relatam usar IA, mostra a TIC Domicílios, pesquisa do CETIC.br (Centro Regional de Estudos para o Desenvolvimento da Sociedade da Informação), departamento do NIC.br. Para ajudar as pessoas a tomar contato com esses serviços, o novo episódio de Deu Tilt, o podcast do UOL para os humanos por trás das máquinas, traz um novo quadro: Você não está atrasado (ainda)”. E, nesta edição, o assunto é: como aprender IA generativa. Em sete passos, os apresentadores Diogo Cortiz e Helton Simões Gomes contam como entrar com estilo nessa nova era tecnológica, desde aprender a falar a língua das máquinas até fazer a IA a pensar em ter ideias como se fosse você. E tudo isso com hacks para fazer a IA entregar o que você quer e explicações sobre os serviços mais populares. Não é só você. Falar com a Alexa…
As lições da professora mais influente do mundo; Os robôs da China; Brasileiro paga mais pela IA
OuvidoO Brasil teve um de seus 2,3 milhões de professores eleito o mais influente do mundo. A laureada em 2026 pelo Global Teacher Prize, prêmio da Varkey Foundation, que criou o 'Nobel da Educação', é a docente paulista Débora Garofalo. Em conversa com o Deu Tilt, podcast do UOL para os humanos por trás das máquinas, ela contou que o ensino de robótica com materiais recicláveis nasceu de uma emergência vivida pelos alunos, que não conseguiam ir à escola devido a um lixão próprio da EMEF Almirante Ary Parreiras, na Vila Babilônia, que fica no bairro do Jabaquara, zona sul de São Paulo. Foi pensando em dar ferramentas para os estudantes lidarem com a própria realidade que Débora começou a ensinar os alunos a criar tecnologia a partir do lixo. O trabalho foi árduo, pois a tecnologia era vista apenas como entretenimento. Quando isso mudou, os alunos produziram primeiro objetos que gostariam de ter, como carrinhos e barcos. Depois, elaboram equipamentos para melhorar o entorno: sensores para monitorar córregos e…
IA na Guerra do Irã; Data centers no Brasil; o medo da IA ‘made in Pequim’; agentes do caos
OuvidoAo se aliarem a Israel no conflito contra o Irã, os Estados Unidos miraram no regime dos aiatolás, mas vêm acertando na inteligência artificial, uma tecnologia que, ironicamente, o país considera crucial para o futuro de sua dominância no mundo. Neste episódio de Deu Tilt, o podcast do UOL para os humanos por trás das máquinas, Helton Simões Gomes e Diogo Cortiz explicam como as consequências do conflito para a IA, da falta de energia para data centers movidos a gás natural a uma quebra no fornecimento de suprimentos importantes, como hélio e alumínio, passando pelos distúrbios em uma região geográfica estratégica. Como se não bastasse ver os mísseis e bombas atrapalharem uma de suas apostas, a Casa Branca ainda foi tragada para uma batalha dentro da batalha. Com uma diferença: saem as armas letais e entram os memes. Mas não quaisquer memes. A zoeira é feita pela mesma IA que o conflito atrapalha. Irônico, porém, é ver que uma tecnologia tão cara e dispendiosa não é só usada para abastecer armas de precisão,…
China e o domínio tech; perseguição robô; saída para solteiros; Brasil dá start no comércio agêntico
OuvidoApesar de muita gente tentar, prever como será o mundo em 2030 é impossível, mas a China sabe muito bem onde quer estar daqui a cinco anos. O país acaba de definir um plano para dominar cinco áreas da tecnologia: inteligência artificial integrada à indústria, energias renováveis, comunicação via satélite e semicondutores. No novo episódio de Deu Tilt, o podcast do UOL para os humanos por trás das máquinas, Helton Simões Gomes e Diogo Cortiz contam que a China acaba de definir seu 15º Plano Quinquenal, um planejamento para reger a economia entre 2026 a 2030, e explicam os segredos presentes nesse receituário do país asiático para fazer da tecnologia um fator estruturante de sua sociedade. A dupla conta ainda quem ganha e, sobretudo, quem perde caso a China seja bem sucedida. Spoiler: Elon Musk e as big techs não ficarão felizes caso Pequim faça valer o que está escrito. Se tem uma fronteira tecnológica prestes a ser cruzada em 2026, ela é a dos agentes de inteligência artificial. Esses robôs criados para agir…
Guerra dos chips; OpenAI x Anthopic; Robôs made in China; IA contra violência doméstica
OuvidoA corrida da inteligência artificial já começou a bater no bolso dos consumidores. Enquanto o mundo se deslumbra com robôs, chatbots de IA e promessas de produtividade, as fabricantes de chips estão correndo para produzir memórias. Mas já é certo que não conseguirão atender todas as indústrias, ainda mais agora que semicondutores são itens essenciais para celulares, computadores e sistemas de IA. Nessa corrida, os maiores perdedores serão os consumidores, afinal o preço dos celulares vai subir, os smartphones baratinhos tendem a sumir e o computador de entrada está com os dias contados. Tudo porque a produção será canalizada para a IA, o que coloca em segundo plano o fornecimento de componentes para celulares e computadores. Neste episódio de Deu Tilt, Helton Simões Gomes e Diogo Cortiz explicam por que a crise atual é bem diferente da escassez de chips na pandemia. Spoiler: desta vez, o problema não tem a ver com a quebra da cadeia de produção, mas com uma transformação mais profunda e que veio para ficar.…
Com IA ameaçando os devs, ainda vale entrar na computação? Paulo Pelaes e Luís Lamb respondem
OuvidoA pandemia fez dos desenvolvedores um artigo de luxo. Faltava profissional, sobrava vaga. Isso bagunçou a lógica do mercado. Agora, são esses profissionais os ameaçados. E o motivo é o avanço da inteligência artificial generativa, usada cada vez mais para criar códigos de computador, até então reduto inalienável dos programadores, diz Paulo Pelaez, fundador e CTO da Lovel, em entrevista ao Deu Tilt, o podcast do UOL para os humanos por trás das máquinas. A startup dele vê isso na prática, já que faz o meio-de-campo de firmas que necessitam contratar especialistas em tecnologia. Para Pelaez, a emergência sanitária da Covid-19 fez muitos devs perderem algo que todo trabalhador tem: o medo de ser demitido. A explicação é simples: demanda crescente e inesperada por digitalização forçou firmas de todos os segmentos a acelerar a implementação de plataformas e produtos digitais, o que deu poder de barganha ao desenvolvedor. Se a empresa não topasse pagar mais, tinha quem topasse, e muita gente viu o salário…
EUA contra cabo de internet da América do Sul; vício das redes; IA x software; ‘zeladores de robô’
OuvidoA disputa entre Estados Unidos e China não está mais restrita aos chips e à inteligência artificial. Ela agora chegou ao fundo do mar. O novo capítulo dessa guerra envolve um projeto estratégico para instalar um cabo submarino ligando diretamente o Chile à China. No novo episódio de Deu Tilt, o podcast do UOL para humanos por trás das máquinas, Helton Simões Gomes e Diogo Cortiz como a primeira conexão entre América do Sul e Ásia sem depender de infraestrutura norte-americana corre o risco de não sair do papel devido à pressão da Casa Branca. Enquanto Washington acena com um suposto risco à segurança da região, a situação, na prática, revela algo maior: o interesse dos EUA em manter a América Latina dentro de sua própria zona de influência econômica, mas também digital. Hoje, boa parte dos cabos submarinos da região ancora nos Estados Unidos ou depende de empresas norte-americanas para se conectar ao resto do mundo. Um cabo direto entre Chile e China mudaria esse cenário, criando uma rota mais autônoma para…
‘Projeto Manhattan da China’, Europa diz 'basta’, satélites no Brasil e a IA devora a Wikipédia
OuvidoA China desenvolveu seu 1º protótipo de máquina de EUV (litografia ultravioleta extrema), equipamento capaz de gravar circuitos 1.000 vezes mais finos do que um fio de cabelo em chips de última geração que alimentam IAs e smartphones. Os Estados Unidos sempre impuseram restrições para impedir que a China tivesse acesso aos equipamentos necessários para desenvolver essa tecnologia. A ideia era manter a China longe desse item fundamental para o avanço da IA, já que o país se garante em pesquisa, patentes e modelos, mas ainda depende de infraestrutura de semicondutores para competir com igualdade nessa corrida. É daí que surge o paralelo com o Projeto Manhattan. Afinal, a China fez um esforço industrial sigiloso, com recrutamento de especialistas, investimento pesado em pesquisa e desenvolvimento, e estratégias de engenharia reversa para chegar a essa tecnologia crítica sem depender do Ocidente. Uma possível evolução desse protótipo para a produção em série vai causar um impacto direto na guerra dos chips, com…
Três faces de uma guerra tecnológica: Elon Musk, deepfakes e Japão na guerra dos chips
OuvidoO que o Elon Musk, deepfakes hiperrealistas e uma nova fábrica de chips no Japão têm em comum? Um é um bilionário, o outro é um grande problema do mundo digital e o terceiro mais parece uma discussão de economia internacional. Nesse episódio do Deu Tilt, o podcast do UOL para os humanos por trás das máquinas, vamos colocar todas essas peças no mesmo tabuleiro.
Ficção científica prevê o presente mais do que revela o futuro, diz mais expert do Brasil
OuvidoA ficção científica sempre tentou imaginar o futuro, mas talvez ela seja mais certeira quando nos ajuda a entender o presente. Em entrevista ao Deu Tilt, o podcast do UOL para os humanos por trás das máquinas, o escritor, tradutor e professor universitário Fábio Fernandes parte de Metrópolis, clássico lançado em 1927, para discutir como o gênero vai muito além de antecipar avanços tecnológicos ou inventar sociedades alienígenas. O filme não previu smartphones nem inteligência artificial generativa, mas colocou no centro da narrativa a relação entre tecnologia, trabalho e poder. Ao longo da conversa, Fábio argumenta que a ficção científica não funciona como bola de cristal, mas amplia tendências do seu próprio tempo e as projeta em cenários extremos para revelar tensões sociais que já existem. O robô de Metrópolis, por exemplo, não é apenas uma máquina, mas um instrumento de manipulação e desmobilização. Esse debate ganha força quando a conversa chega à inteligência artificial. Durante décadas, o gênero…
Marcelo Zuffo aposta que o Brasil pode virar uma potência dos chips
OuvidoAs mega fábricas de chips exigem investimentos bilionários, consomem volumes gigantescos de água e energia, geram resíduos muito tóxicos e só podem existir em países que topam o custo ambiental gigantesco. Adotar uma delas no Brasil seria um erro, conta Marcelo Zuffo, professor da Escola Politécnica da USP e diretor do InovaUSP, em entrevista ao Deu Tilt, podcast do UOL para os humanos por trás das máquinas, apresentado por Diogo Cortiz e Helton Simões Gomes. É dessa crítica que surge a Pocket Fab, o conceito das micro fábricas de chip nascido na Universidade de São Paulo. Em vez de instalações gigantescas e rígidas, a proposta é uma fábrica pequena, modular, automatizada e sustentável, pensada para atender demandas estratégicas da indústria nacional. Segundo Zuffo, o custo do wafer, a base onde os circuitos são fabricados, não muda, seja lá qual for o tamanho da fábrica. É essa lógica que dá viabilidade econômica ao projeto. Nas contas do professor, com cerca de 20 wafers por dia, a Pocket Fab poderia…
Isabella Henriques: por que crianças e redes sociais não combinam. E mais: a IA pode ser cristã?
OuvidoA Austrália já proibiu menores de 16 anos nas redes sociais. A França vai na mesma direção. No Brasil, a lei do ECA Digital, em vigor desde o fim do ano passado, obriga plataformas digitais a garantir espaço seguro a crianças e adolescentes, o que pode restringir a presença desse público nas redes sociais. Em entrevista ao Deu Tilt, podcast do UOL para humanos por trás das máquinas, Isabella Henriques, diretora executiva do Instituto Alana, explica como mudou a percepção do mundo sobre as redes sociais após sociedade, família e organizações sociais lutarem durante anos para conscientizar governos e reguladores de que esses ambientes não são feitos para crianças. Há mais de duas décadas, o Alana atua no debate público para a construção de um ambiente digital mais saudável para crianças e adolescentes. “Como um produto, que é colocado no mercado e utilizado massivamente por crianças e adolescentes, não foi pensado, no seu planejamento e ao longo da sua vida útil, no impacto que ele terá para esse público”,…
‘ChatGPT brasileiro’ e supercomputador da IA: o que já é realidade no Plano Brasileiro de IA?
OuvidoO PBIA (Plano Brasileiro de Inteligência Artificial) foi anunciado no fim de 2024 e prometia R$ 23 bilhões para emplacar o Brasil na corrida global da IA. Em entrevista ao Deu Tilt, o podcast do UOL para os humanos por trás das máquinas, Hugo Valadares, diretor do Departamento de Ciência, Tecnologia e Inovação Digital do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), diz como o plano já tem saído do papel: R$ 6 bilhões para inovação em empresas, 140 mil pessoas capacitadas, atualização do supercomputador Santos Dumont, investimentos em infraestrutura de dados, novos cursos de graduação em IA em universidades públicas. Comparada aos esforços de Estados Unidos e China, a iniciativa brasileira soa modesta. Valadares afirma que, por outro lado, o investimento brasileiro é compatível com o observado na Europa nos planos de França e Reino Unido. "EUA e China estão num patamar de poder tecnológico, não só tecnológico, mas financeiro, que não tem como disputar de igual para igual. Se existe uma Champions…
Gatonet, pirataria e crimes online: o trabalho invisível do Ciberlab
OuvidoHá alguns anos, falar em gatonet era imaginar alguém subindo no poste e puxando um cabo clandestino. Esse tempo acabou. Hoje, a pirataria de conteúdo audiovisual se profissionalizou e é oferecida por verdadeiras organizações empresariais, diz Paulo Benelli, delegado da polícia civil e coordenador do Ciberlab, o Laboratório de Operações Cibernéticas do Ministério da Justiça, em entrevista ao Deu Tilt, podcast do UOL para humanos por trás das máquinas. O gatonet moderno opera via IPTV em aparelhos de TV Box, usa servidores espalhados pelo mundo, usa técnicas sofisticadas para driblar os bloqueios das autoridades e, na hora do pagamento, aceita até parcelar. “Hoje [o gatonet] se estruturou de uma maneira não só tecnológica mas também organizada de modo empresarial para poder fraudar direitos de propriedade intelectual e causar dano ao consumidor (...) Tem uma estrutura para pagamento, tem o setor de atendimento ao cliente que nunca resolve nada, tem os setores para fazer a propaganda dessa TV Box, tanto em…
Top 5 personagens da IA; Tocanna x Jay-Z; Procura-se: rival para o celular; Top 5 deslizes da IA
OuvidoNo novo episódio de Deu Tilt, o podcast do UOL para os humanos por trás das máquinas, Helton Simões Gomes e Diogo Cortiz elencam as personalidades mais controversas do mundo da inteligência artificial em 2025. De Peter Thiel, o bilionário excêntrico do Vale do Silício com influência na Casa Branca de Donald Trump, à Tilly Norwood, primeira atriz criada por IA que vem causando protestos em Hollywood. De Tocanna, a cantora de IA que virou polêmica ao ser barrada por Jay-Z, a Daniel Ek, o CEO do Spotify que transforma o lucro da música em investimento na indústria bélica. E fechando com Xania Monet, cantora de IA que já entrou nas mais tocadas da Billboard e assinou contrato de US$ 3 milhões com uma grande gravadora. A pergunta inevitável é: quem lidera o ranking das figuras mais malucas da IA no ano?
OpenAI é Banco Master da IA?; IA para detectar câncer; Google, o fogo amigo contra Nvidia
OuvidoA OpenAI está no meio de uma ciranda bilionária para continuar existindo. No novo episódio de Deu Tilt, o podcast do UOL para humanos por trás das máquinas, Diogo Cortiz e Helton Simões Gomes explicam os números que dimensionam a situação complexa da empresa que é a sensação da inteligência artificial. Segundo estudo do time de tecnologia e semicondutores do HSBC, a dona do ChatGPT ficará sem lucro até 2030 e precisará de US$ 207 bilhões para bancar infraestrutura, data centers, energia, água, profissionais e compromissos assumidos com big techs como Microsoft e Amazon. A receita até cresce, mas isso não significa lucro –principalmente quando cada novo modelo custa ainda mais que os anteriores. O Sora 2, por exemplo, só aumentou o tamanho do rombo. Para o HSBC, há caminhos para a empresa fechar as contas, mas todos tortuosos: dobrar a base de assinantes pagos, entrar pesado na publicidade digital e descobrir formas mais eficientes de usar IA. E a mais complexa delas: para empatar, a OpenAI teria de convencer…
O ‘novo momento DeepSeek’ e o dilema da IA: quem paga para robô ser treinado no Brasil?
OuvidoEm entrevista ao Deu Tilt, o podcast do UOL para os humanos por trás das máquinas, Pedro Henrique Ramos, diretor-executivo do Reglab, foi taxativo: o Brasil caminha para ser o mais restritivo do mundo no treinamento de inteligência artificial, o que afetará o PIB do país. Segundo levantamento do think tank especializado em políticas públicas em tecnologia, o país pode perder R$ 21 bilhões se aprovar uma legislação que impeça IAs generativas de serem treinadas com obras protegidas por direitos autorais. O mesmo vale para inferências. Mas existem três caminhos, diz Ramos: liberar amplamente o uso do que está aberto na internet; criar um regime intermediário, com possibilidade de fazer pedidos de retirada de obras; adotar uma linha mais dura, em que nada é usado sem pagamento. Só que a internet é global, e as leis, nacionais, diz. Se o Brasil aprovar uma proposta mais restritiva, empresas podem simplesmente levar seus data centers para outros lugares. Ramos não esconde que a liberação de informações protegidas…
Giselle Beiguelman discute: arte com IA é arte? ‘Censura algorítmica’ e obsolescência desprogramada
OuvidoEm entrevista a Deu Tilt, a artista visual, professora universitária e pesquisadora Giselle Beiguelman desmonta a ideia de que existe “arte criada pela máquina”. Para ela, o que chamamos de arte com IA é sempre arte com tecnologia, feita com a máquina, e não por ela. A grande novidade, inédita na história da arte, é que a tecnologia agora toma decisões durante o processo criativo. Nenhum artista controla 100% seus instrumentos, mas a IA interfere nos rumos da criação. Quando alguém pergunta se arte com IA “é arte”, Giselle responde olhando para o processo. O prompt não é só descrição; é uma experiência que tensiona os meios de produção. A IA muda o campo artístico ao mesmo tempo em que amplia e ameaça. Copiar ficou fácil, criar continua difícil. No lugar do desvio de padrão, que sempre foi motor da arte, o risco é ficarmos presos numa jaula cibernética onde tudo é retroalimentado pelos mesmos arquivos hegemônicos. Arquivos inexistentes podem ser apontados, mas referências que fogem do padrão podem…
Veo 3 x Sora 2; IA derruba a produtividade; Grokipedia, a Wikipédia do Musk; As startups da fé
OuvidoVeo 3 ou Sora 2? Deu Tilt, o podcast do UOL para os humanos por trás das máquinas, colocou frente a frente as duas ferramentas que estão puxando a nova onda de vídeos hiper-realistas feitos por IA. Aposta do Google, o Veo 3 funciona integrado ao Gemini: você escreve um prompt e recebe um vídeo de até 8 segundos. Já o Sora 2, da OpenAI, parece um rival da Meta: cria vídeos de 10 segundos em uma rede social disponível só nos Estados Unidos e para convidados. O desafio é simples: submeter pedidos diretos, do jeito que as pessoas fariam, sem engenharia de prompt ou detalhes técnicos e ver qual plataforma vai melhor. Além do embate, há uma discussão sobre os riscos dos vídeos realistas. O uso indevido da imagem de figuras públicas em situações vexatórias, ofensivas ou completamente contrárias à sua história já provocou saias justas. O Sora 2 foi usado para criar vídeos racistas de Martin Luther King, removidos só depois de pedidos formais da família. O mesmo ocorreu com o ator Bryan Cranston, o Walter White de…
Novo podcast "Estrelas da Capa: As Histórias da Playboy" | Teaser
OuvidoA Playboy brasileira esteve no centro de debates sobre fama, desejo, moral, mercado editorial e transformação social. Em “Estrelas da Capa: As Histórias da Playboy”, os jornalistas Adriana Negreiros e Juca Kfouri resgatam memórias dos cinquenta anos desde que a revista foi lançada para entender o que ela dizia – e ainda diz – sobre o Brasil. A série mergulha nos bastidores da redação, nas negociações com as modelos de capa, no jornalismo ousado e nos códigos culturais que moldaram a publicação. Com depoimentos inéditos de editores e produtores, fotógrafos renomados como J.R. Duran e Bob Wolfenson, e entrevistas com as próprias estrelas — como Adriane Galisteu, Maitê Proença e Claudia Raia —, a série reconstrói a trajetória da revista e dá a resposta à questão acerca de como a Playboy, mesmo tendo sido encerrada em 2017, continua a moldar o imaginário brasileiro no que diz respeito à fama, desejo, poder e mídia. Estreia dia 24 de novembro no Spotify e em todas as plataformas do UOL.
Atlas x Comet; Uber faz motorista treinar IA; O segredo de Veo3 e Sora2; Pegadinhas de IA
OuvidoAtlas ou Comet? Quem vence a batalha dos novos navegadores de IA? O Atlas, da OpenAI, é basicamente um navegador turbinado com recursos de inteligência artificial, uma estratégia da dona do ChatGPT para bater de frente com o Google Chrome, que domina mais de 70% do mercado. Já o Comet é uma aposta menor, mas ousada da Perplexity –a companhia chegou a fazer proposta de compra pelo Chrome. Para descobrir qual dos dois browsers se saem melhor, Helton Simões Gomes e Diogo Cortiz colocaram um contra o outro nessa batalha pelo futuro da internet no novo episódio de Deu Tilt, o podcast do UOL para humanos por trás das máquinas. A Uber criou uma nova modalidade de trabalho: e, se em vez de apenas dirigir, os motoristas também treinassem inteligências artificiais? Enquanto estão parados, eles fariam microtarefas, pequenos trabalhos para ensinar robôs sobre o nosso mundo. Ainda é um teste e só funciona em alguns países. Mas o argumento é sedutor: oferecer renda extra. Na prática, o objetivo é para lá de estratégico: a…
Gov.br: os bastidores do app que deixa NFL e WhatsApp para trás
OuvidoO gov.br já é o maior balcão digital do país e um dos maiores do mundo. São cerca de 5 mil serviços públicos disponíveis sem sair de casa: dá pra pedir aposentadoria, consultar o histórico de vacinação, assinar documentos e até fazer prova de vida com validade legal. É o que conta Rogério Mascarenhas, secretário de Governo Digital do Ministério da Gestão e Inovação em Serviços Públicos, em entrevista ao Deu Tilt, podcast do UOL para os humanos por trás das máquinas. Tudo isso num sistema que hoje reúne 170 milhões de brasileiros cadastrados. Os picos de acesso impressionam ainda mais: 130 milhões de pessoas conectadas ao mesmo tempo para o Enem, a declaração de imposto de renda e a renegociação de dívidas. É mais do que a audiência do Super Bowl, o evento na TV mais assistido do planeta. O gov.br já é a ferramenta que conecta os principais serviços federais, mas uma das prioridades é a integração com estados e municípios, diz Rogério Mascarenhas, secretário de Governo Digital do Ministério da Gestão e…
Idade certa para IA; China estuda na escola do Piauí; Lucrando com dados; China vem para guerra tech
OuvidoSe adultos tentam entender como a IA funciona, a molecada já está até namorando com ela. Afinal, tem idade certa para usar IA? Esse é o assunto do novo episódio de Deu Tilt, o podcast do UOL para humanos por trás das máquinas, apresentado por Helton Simões Gomes e Diogo Cortiz. Segundo uma pesquisa realizada nos EUA, 20% dos adolescentes já usaram a IA para relacionamentos românticos. E tem mais: um terço deles disse que usa a IA como companhia. No Brasil, o número também assusta: segundo o estudo TIC Kids, do NIC.br, 65% das pessoas de 9 a 17 anos já usam IA. Entre os adolescentes de 15 a 17 anos, os adeptos são 68%. E mais: até 4% das crianças de 9 a 10 anos usam a tecnologia para conversas emocionais. Longe de ser versões contemporâneas dos amigos imaginários, as plataformas são criadas para agradar, manipular e prender o usuário. O mundo tenta regulamentar o uso e o acesso das crianças à tecnologia: vários países discutem idades mínimas e proibições. A China decidiu começar cedo: implantou neste ano a…
Facundo Guerra: “Meu concorrente é a Meta, não o bar da esquina”
OuvidoApontado como um dos responsáveis pela revitalização da cena cultural e noturna de São Paulo, o empresário Facundo Guerra conta como começou a carreira em empresas de tecnologia, mas hoje a relação piorou muito. Em entrevista a Deu Tilt, o podcast do UOL para os humanos por trás das máquinas, ele revela como não vê outros bares como rivais, pois seus grandes rivais são as big tech. Ele começou a lidar com internet ainda nos anos 1990, quando fazia pesquisas em engenharia de alimentos e usava BBS, um dos primeiros sistemas de troca de mensagens. Depois disso, trabalhou na AOL, uma das primeiras empresas de internet. De lá saiu para abrir sua primeira boate, já no início da década de 2000. Para Facundo, era uma época em que o físico e o digital ainda eram mundos separados, distinção que já não faz sentido. Hoje, porém, Facundo se define como “vassalo da Meta”: depende das redes para existir, mas vê as big techs como suas grandes inimigas, já que elas fazem de tudo para as pessoas não saírem de casa. O…
IA nos investimentos; US$ 1 tri da OpenAI; ChatGPT x Android; IA do Facebook escolherá seu novo amor
OuvidoCerca de 13% das pessoas que investem já usam ferramentas genéricas de inteligência artificial. Mas essa não é a primeira vez que a tecnologia muda o mercado financeiro. Lá atrás, os primeiros computadores já tinham transformado as operações. Depois veio a internet, que abriu espaço para que qualquer pessoa investisse de casa, os famosos home brokers. Agora, entramos numa nova fase. A IA é capaz de analisar dados, dar dicas e até sugerir onde investir. O mercado de consultoria robótica já movimenta mais de 61 bilhões de dólares, e deve crescer até seis vezes nos próximos anos. Mas nem tudo são flores, ou rendimentos. Especialistas alertam: há uma diferença enorme entre um analista experiente que usa o ChatGPT como copiloto e alguém totalmente leigo pedindo para a IA escolher ações. As ferramentas podem ser boas fontes para organizar informações e gerar insights, mas não devem ser vistas como oráculos financeiros. Elas não preveem o futuro, e o ideal é usá-las para entender o mercado, não para tentar…
‘TikTok made in USA’; China diz 'Não’ à Nvidia; Brasil regula redes; Meta Vibes e ChatGPT Pulse
OuvidoA disputa nos Estados Unidos para forçar o TikTok a ser controlado por um americano ou alguém de um país aliado está prestes a ganhar um desfecho. O app foi banido ainda no governo Biden, mas a proibição nunca se concretizou de fato. No novo episódio de Deu Tilt, o podcast do UOL para os humanos por trás das máquinas, Helton Simões Gomes e Diogo Cortiz explicam como uma ordem executiva de Donald Trump pode liberar de vez o aplicativo em solo norte-americano, já que a operação do aplicativo deve passar às mãos de empresas americanas ou de países aliados. Entre os nomes cotados estão Larry Ellison (Oracle), Rupert Murdoch (Fox News), Michael Dell, a empresa Silver Lake Partners e o fundo Andreessen Horowitz, este último o único com experiência real em inovação, com investimentos em mídias sociais como Roblox, Facebook e Twitter. O impasse está no algoritmo do TikTok, considerado o grande valor da plataforma por ter sido capaz de conectar usuários e conteúdo e, com isso, desafiar o monopólio das outras redes…
A outra regulação das big techs: Cade com poder para vigiar impacto sobre rivais
OuvidoNo novo episódio, Deu Tilt, o podcast do UOL para os humanos por trás das máquinas, trata dos planos do governo Lula de transformar o Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica) no vigia das grandes empresas de tecnologia, uma espécie de "xerife das big tech". Para explicar as adaptações, o programa recebeu Victor Oliveira Fernandes, conselheiro do Cade. Segundo ele, as leis tradicionais de defesa da concorrência não dão conta da velocidade dos mercados digitais, onde empresas crescem rápido, formam oligopólios e concentram poder. Para enfrentar o problema, o governo Lula enviou ao Congresso Nacional o Projeto de Lei 4675/25, que define critérios para monitorar grupos tecnológicos bilionários, como Alphabet (Google), Meta e Microsoft. Um desses quesitos para ser enquadrado na nova regra é o efeito de rede: plataformas com muitos usuários atraem ainda mais gente, fazendo com que qualquer nova função tenha alta adesão e impacte serviços concorrentes imediatamente. Hoje, o Cade só age após suspeitas de…
China x futilidade; Nova lei: idade na internet; Morte do Windows 10; o chat secreto Spotify
OuvidoA China decidiu enquadrar o Rednote, rede social apelidada de “Instagram chinês”. O motivo? O excesso de memes feitos por IA, fofocas de celebridades e o famoso brain rot, ou seja, aquele tipo de conteúdo considerado fútil que, segundo as autoridades, “apodrece o cérebro”. O curioso é que a bronca não foi direcionada somente para a plataforma, mas também para os executivos responsáveis por ela, que serão alvo de sanções. A mensagem é clara: em vez de empurrar bobagens, as redes devem priorizar conteúdos educativos, informacionais e que promovam o bem-estar do usuário e da sociedade. Não se trata exatamente de censura, já que ninguém está proibindo a circulação de memes, mas sim de uma tentativa de enquadrar a atuação das big techs dentro do que é considerado socialmente saudável pelo governo chinês. Enquanto isso, no Ocidente, as plataformas seguem surfando na lógica de prender atenção a qualquer custo, mesmo que seja com dancinhas, fofocas ou vídeos cada vez mais curtos. O debate vai além da China. No…
Google no Modo AI; A web em declínio; Epidemia de links falsos; Reunião de voz do WhatsApp
OuvidoO Google já percebeu que os hábitos de busca mudaram com a chegada dos chatbots, e a resposta foi lançar o Modo IA. Diferente do IA Overview, ele funciona como uma conversa direta: o usuário pergunta, a ferramenta busca em toda a web e entrega um resumo pronto. A promessa é encurtar o caminho da pesquisa, mas isso muda tudo. Antes os links levavam o usuário até o produtor de conteúdo, agora, a informação é mastigada pelo próprio Google, sem que o clique aconteça. Dados oficiais falam em tráfego “estável”, mas sem indicar para onde ele vai. A impressão é que parte desse acesso migra dos sites para dentro da IA. Na prática, o Google se exime de responsabilidade com quem produz conteúdo, ao criar uma plataforma que suga material de terceiros sem remunerá-los. A conta sobra para os editores, que precisam inventar formas de driblar a queda no tráfego e continuar atraindo público. Para o consultor e colunista de tecnologia Guilherme Ravache, essa discussão envolve também direitos autorais. Afinal, o conteúdo de…
Embaixador Eugênio Garcia: as jogadas do Brasil no ‘tabuleiro de War da tecnologia’
OuvidoA tecnologia passou a ser tratada como tema político e de segurança nacional. Nesse contexto, a governança da inteligência artificial desponta como um dos assuntos mais controversos da atualidade. No Brasil, a discussão aparece no Plano Brasileiro de Inteligência Artificial (PBIA), enquanto no cenário internacional o quadro é bem mais fragmentado: cada país adota sua própria abordagem e, na prática, não existe um modelo global de governança de IA. Para o embaixador Eugênio Garcia, diretor do Departamento de Ciência, Tecnologia, Inovação e Propriedade Intelectual (DCT) do Ministério das Relações Exteriores, a ONU continua sendo o fórum mais legítimo para conduzir esse debate, por garantir representatividade e espaço de negociação O Brasil, por sua vez, tem defendido posições que vão na contramão do atual enfraquecimento do multilateralismo, sustentando que a IA deve ser usada para reduzir desigualdades, respeitar direitos humanos e combater vieses algorítmicos. Nesse sentido, a experiência brasileira serve de…
‘Pai do Pix’, Carlos Brandt explica origem, os fãs e inimigos da tecnologia mais amada do Brasil
OuvidoO Pix, o ecossistema de pagamentos 100% brasileiro teve sua primeira semente plantada em 2002, quando o Banco Central criou o sistema de liquidação em tempo real. A partir dali, a equipe do banco começou a fazer um grande esforço para entender quais eram as necessidades da população no dia a dia quando o tema eram transações financeiras. Entre os gargalos encontrados estavam o alto custo das transações, a demanda por inclusão financeira e a crescente digitalização do setor bancário. O economista e então funcionário de carreira do BC, Carlos Eduardo Brandt, também conhecido como o “Pai do Pix”, conta que foi preciso pensar em cada possibilidade de uso para criar soluções técnicas além de engajar governo, bancos e todo o ecossistema financeiro para que a ideia saísse do papel. Tudo desenvolvido internamente pela equipe de tecnologia do Banco Central. O resultado foi surpreendente, mas não por acaso. O objetivo do Pix sempre foi contribuir para a inclusão bancária, a digitalização da economia e a redução de…
Christian Dunker: tudo que você queria saber sobre IA e humanos, mas temia perguntar ao ChatGPT
OuvidoNunca estivemos tão conectados e, ao mesmo tempo, tão sozinhos. Em entrevista a Deu Tilt, apresentado por Diogo Cortiz e Helton Simões Gomes, o psicanalista Christian Dunker explica que o sentimento de solidão vem crescendo em escala global, e é bem diferente da solitude, a capacidade saudável de estar consigo mesmo. O que vemos hoje é uma mistura de FOMO (medo de ficar de fora, na sigla em inglês), isolamento e exclusão. Mas essa sensação não é incompatível com o aumento da sociabilidade, pelo contrário: quanto mais expandimos nossas interações, mais percebemos que somos apenas mais um indivíduo entre tantos outros. Colecionar “um milhão de amigos”, ainda que não seja possível se dedicar a eles, serve somente para polir nossa imagem, gerando o que Dunker chama de “economia da inveja”. Ou seja, vivemos versões editadas de nós mesmos para exibir ao público. É da inviabilidade de sustentar isso que aparecem sintomas como a depressão e a ansiedade. Transformado praticamente numa extensão do nosso corpo, o…